Quase 78 mil metros quadrados
É a área indicada pela Lusa para o recinto, o principal ativo imobiliário do clube. Foto: Bene Riobó, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons, cores alteradas
Estádios · Porto · Boavista FC
O leilão de junho de 2026 terminou sem oferta que chegasse ao mínimo. Em setembro apareceu uma proposta de 33 milhões pelo estádio e pelo complexo desportivo. Quem decide são os credores do Boavista, e essa decisão ainda não era pública a 12/09/2026.
Tiago André Ferreira · Porto · revisto a 12/09/2026
| Etapa do processo | Data | Valor em causa |
|---|---|---|
| Último jogo no estádio | maio de 2025 | sem valor associado |
| Insolvência declarada em Vila Nova de Gaia | julho de 2025 | dívidas acima de 150 milhões de euros |
| Liquidação do património aprovada | setembro de 2025 | sem valor associado |
| Abertura do leilão eletrónico | 27/04/2026 | base: estádio 31 M€, complexo 6,7 M€ |
| Fecho do leilão | 09/06/2026 | melhor oferta 25,7 M€; mínimo 32,9 M€ |
| Proposta de grupo de Lisboa | 04/09/2026 | 33 M€, sujeita aos credores |
Fontes: Renascença (27/04/2026), ECO (09/06/2026) e Observador com a Lusa (04/09/2026). Não é aconselhamento jurídico nem financeiro.
O Boavista foi declarado insolvente em julho de 2025 pelo Tribunal do Comércio de Vila Nova de Gaia. Em setembro desse ano foi aprovada a liquidação do património, com dívidas acima de 150 milhões de euros. O estádio e o complexo desportivo ao lado são os bens de maior valor.
O leilão online, conduzido pela leiloeira Leilosoc, correu entre 27 de abril e 9 de junho de 2026. Houve mais de 25 registos, cada um com uma caução de 25 mil euros. Para os dois imóveis juntos entraram 12 licitações e a última, às 18h25 do último dia, foi de 25,7 milhões. Ficou abaixo do mínimo de 32,9 milhões, e a decisão passou para a comissão de credores.
O complexo desportivo sozinho correu melhor: 15 licitações, a última de 6,5 milhões, acima do mínimo de 5,9. Em setembro, segundo a Lusa, um grupo imobiliário com sede em Lisboa ofereceu 33 milhões pelo conjunto. É a primeira proposta acima do mínimo, mas só avança com a avaliação da administradora judicial e a aprovação dos credores.
31 M€
base de licitação do estádio
27 M€
mínimo do estádio, segundo a Lusa
5,9 M€
mínimo do complexo
32,9 M€
mínimo do conjunto
25,7 M€
melhor oferta no leilão
33 M€
proposta de setembro
A Renascença escreveu, na abertura do leilão, que o estádio tinha uma base de licitação de 31 milhões e o complexo de 6,7, num total acima de 37 milhões. A Lusa, em setembro, fala de um montante mínimo de 27 milhões para o estádio.
Os dois números não se contradizem necessariamente. Base de licitação e valor mínimo aceite são coisas diferentes num leilão, e a conta fecha: 27 milhões do estádio mais 5,9 do complexo dão exatamente os 32,9 milhões de mínimo do conjunto que o ECO publicou em junho.
Há um ponto em que as fontes não coincidem, e deixamo-lo à vista. O ECO fala de licitações para os dois ativos juntos; a Lusa escreve que o estádio, vendido à parte, não recebeu nenhuma. As duas coisas podem ser verdade, mas não conseguimos confirmar pelos documentos da leiloeira.
É a área indicada pela Lusa para o recinto, o principal ativo imobiliário do clube. Foto: Bene Riobó, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons, cores alteradas
Grécia 1-1 Espanha a 16/06, Letónia 0-0 Alemanha a 19/06 e Dinamarca 2-2 Suécia a 22/06. Os outros nove estádios.
Segundo a Wikipédia, a construção começou a 30/06/1998 e terminou a 30/12/2003, com inauguração num amigável contra o Málaga. Só o jogo com o Málaga encontrámos confirmado na imprensa.
O ECO atribui o impedimento à Proteção Civil. Não encontrámos o despacho e não sabemos o motivo técnico.
O processo do estádio corre ao lado do processo do clube, e os dois confundem-se nas notícias. Três meses depois de aprovada a liquidação, o Boavista chegou a acordo em tribunal com os credores para manter a atividade. Esse acordo foi quebrado em junho de 2026 e a administradora de insolvência decretou o encerramento do clube, com impacto em quase 1.500 atletas de 31 modalidades.
Em maio de 2026, a direção tinha anunciado um acordo com a Sacyr, principal credora, para comprar o crédito, e pediu a anulação do leilão. Segundo a Lusa, o clube foi autorizado a recomeçar a atividade em agosto, desde que assegure as despesas mensais até ao fim de 2026/27. A 3 de setembro, os credores da Boavista SAD, em que o clube tem 10%, aprovaram a liquidação da sociedade.
O Boavista foi fundado a 1 de agosto de 1903. No Dragão, na mesma cidade, a discussão de 2026 é sobre trocar uma cobertura.
Publicamos a decisão com a fonte e a data. Respondemos em dois a quatro dias úteis.